Thursday, March 22, 2007

Qualquer semelhança...




...é pura coincidência! :D
Como o ano Miosotiis correu bem em muito graças ao Pedro, quis oferecer-lhe algo único. Lembrei-me de uma auto-caricatura que ele tinha feito durante o curso e bordei em feltro.
No fim de semana passado, levei-a para mostrar ao Daniel. Acabei por me esquecer...fica, por isso, aqui o registo! ;]
[sempre acompanhado de saudades e lálálá :)]

Monday, March 19, 2007

Restos de carnaval...




...ainda dentro de mim.
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n.b.: aos amigos. ao fim de semana. às saudades. aos abraços.
.
à permanente presença em nós que ficamos e vamos.
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ao tempo. ao presente. ao momento. ao agora. ao sempre.
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aqui. aí.
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*
Rostos: carnaval 2007 [II]








Rostos: carnaval 2007








Tuesday, March 13, 2007






A vida é feita de nadas
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas pelo vento;
De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:Meu pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.

Miguel Torga
[as fotografias são minhas e do pedro; foram tiradas no marrakech, quando o joãozinho fez anos; fev'07]
a vida é feita de nadas...*

Monday, March 12, 2007

Próxima oportunidade para encontrar Miosotiis...







Conto, como sempre, com a vossa presença *

Sunday, February 18, 2007

cores *






Se ontem à tua porta

Mais triste o vento passou
Olha: levava um suspiro...

Bem sabes quem to mandou...

Fernando Pessoa
cores *




Roses are red.

Violets are blue.

Sugar is sweet.

And so are you.

Thursday, February 15, 2007

Sempre na mesma direcção, percorrendo os mesmos trilhos...

one night to be confused
one night to speed up truth
we had a promise made
four hands and then away
both under influence
we had devine scent
to know what to say
mind is a razor blade
to call for hands of above
to lean on
wouldn't be good enough
for me, no
one night of magic rush
the start a simple touch
one night to push and scream
and then releaf
ten days of perfect tunes
the colors red and blue
we had a promise made
we were in love
to call for hands of above
to lean on
wouldn't be good enough
for me, no
to call for hands of above
to lean on
wouldn't be good enough
and you, you knew the hands of the devil
and you, kept us awake with wolf teeths
sharing different heartbeats
in one night
to call for hands of above
to lean on
wouldn't be good enough
for me, no
to call for hands of above
to lean on
wouldn't be good enough
for me, no
José Gonzalez, Heartbeats

Thursday, February 01, 2007

Porque hoje é dia 1 de fevereiro....


[Belém, jan'07]

[vila adentro, faro, jan'07]


[praia de albufeira, jan'07]

...e porque dizem (quem não sabe o que dizer...) que uma imagem vale mais que mil palavras,

aqui ficam as imagens. hoje, sem palavras....

*

[n.b.: todas as fotos são do pedro, claro...*]


report.01

Era uma vez um rei, muito, muito poderoso, que vivia no seu castelo.

Não tinha princesa, nem sorriso, nem nada.

Tinha uma coroa feita de papel que o vento levava...

[Vila Adentro, Faro, jan'07]

Da sua janela via para lá do infinito!

O céu era maior do que a terra que pisava!

Mas o rei estava só, sem princesa, sem sorriso, sem nada...

[paisagem alentejana, jan'07]

Um dia decidiu olhar para trás,

para ver o que o outro lado da janela lhe reservava.

Um mundo de sonho se abria,

e do mar, uma voz o chamava!

[Al-buhera, jan'07]

Não viu a princesa,

mas abriu um sorriso....

De pedra em pedra saltava!

Desapareceu entre as rochas e a areia salgada...

Tuesday, January 30, 2007

Próxima Feirinha
Uma preparação para o Dia dos Namorados

Wednesday, January 24, 2007

Para (re) começar devagarinho....




(viagem para Paderne, jan'07)
n.b. em breve, uma reportagem fotográfica...*

Friday, September 22, 2006

Feira no Parque da Cidade do Porto*






Espero por vocês!

*

Tuesday, September 19, 2006

18 de Setembro, 8 anos depois



Não partilhamos prendinhas e trenguices. Mas partilhamos, como sempre, o prazer de estarmos juntos.
O momento.






Monday, September 04, 2006


Há palavras que não precisam de ser ditas. Reconhecem-se em pequenas-grandes-coisas e multiplicam-se por momentos que se espalham em nosso redor.


Outras, mesmo que ditas, precisam do eco de um poço sem fim que lhes permita uma constante repetição.




As minhas palavras são pequenas, quase não se ouvem. Caminham em pontas, mas têm o peso de um sorriso.



Entre amigos nada se agradece. É um facto. Mesmo assim, arrisco: obrigada a todos que, este fim-de-semana, me fizeram sentir especial.


*

Friday, September 01, 2006


como podem ver, vou participar na feira de artesanato este fim de semana! :]

gostava de ver lá caras conhecidas, por isso, desafio-vos a irem lá fazer-me uma visitinha.

aproveitam e vêem peças únicas de inúmeras pessoas que se dediam a criar momentos. algumas das peças que faço podem ser vistas em www.miosotiis.blogspot.com



conto com a vossa participação! *

Friday, August 18, 2006

No tempo em que os animais falavam...


Lembro-me de ouvir esta frase da boca do meu pai. E do meu avô.

Sempre que contavam uma piada sobre animais, lá estava ela "No tempo em que os animais falavam...".

E de seguida, sem perceber, ainda, toda ou qualquer figura de retórica,

era transportada para um tempo suspenso algures no...tempo.

"No tempo em que os animais falavam", era um passado tão passado, como todos os momentos em que não me encontrava nas fotografias dos meus pais quando novos. E chorava desalmadamente sempre que encontrava os meus primos mais velhos com eles.

E eu não...

E a esse tempo muito antigo, só chegava o meu pai. E o meu avô.

Só eles tinham lá entrado e ouvido todos esses animais.


Eu não.

Eu tinha aparecido depois, sempre depois.

Depois dos primos, do casamento, do pai natal ter batido à porta e eu - por segundos! - não o ter visto. E por isso, ter chorado até adormecer...

Eu apareci depois, no tempo em que os animais já eram mudos, ou melhor, no tempo em que guardavam para si os seus segredos.


E muitas vezes imaginava o que diziam, como viviam, se tinham uma toalha ao xadrez branca e vermelha e um cesto de piquenique!


Quando somos miúdos, acreditamos naquilo que os nossos olhos vêem.

Mas os nossos olhos são guiados pela nossa imaginação.

Eu imaginava, do alto do primeiro andar de minha casa, que a Estação de S.Bento era Paris.

E tudo era possível,

no tempo em que os animais falavam.

Mas depois emudeceram,

ou então fui eu que deixei de acreditar.

De vez em quando, assim, sem ninguém ver ou notar, ainda vejo o que quero, rendida ao que desejo ver.

Shiiiiiuuuuu...os animais ainda falam....*

[fotos: pedro, populo, ag'06]